Bom, eu falei que iria postar todo dia, até mesmo pra desabafar mas isso não deu muito certo.
Apenas pelo simples motivo que minha vida não é nada interessante e mesmo que eu queira desabafar sobre algo que aconteceu no dia não dará certo, porque serão palavras e palavras sem sentido algum. Pelo menos para vocês.
Mas vamos lá... Meu dia dos pais foi ruim.
Não, foi bem mais que ruim, só não foi horrível, até porque tive um dia dos pais assim e nada até agora superou aquilo.
Eu discuti muito com o meu pai... Eu queria passar essa data com ele e o mesmo não queria. Parece que tem algo trocado, não?
Só que o que me irritou mesmo não foi ele não querer estar comigo nesse dia, foi o motivo... Porém, naquele momento eu gostei de como reagi aquilo. Não derramei uma lágrima se quer na frente dele, apenas assentia ao balançar a cabeça com tudo que ele falava mas estava o ignorando por dentro.
Mas se eu falar que preferia ter chorado? Parece que passei o dia todo com um nó na garganta, com uma dor no peito horrível.
A noite foi bem mais calma pra mim mesmo me irritando mais uma vez com meu amigo.
E dai me perguntam: Ele não queria passar o dia dos pais com você também?
Não, nem ele queria... Eu sou muito complicada, sou a complicação em pessoa, mas eu juro que não queria ser tão complicada dessa forma.
Eu tinha alguém que nunca me irritava, que ficava comigo o tempo todo, que sempre que eu chegava do colégio eu ia contar o que tinha acontecido. E essa pessoa era meu avô.
Me pergunto sempre como seria se ele ainda estivesse vivo, será que seriamos tão grudentos como éramos? Será que por ele estar comigo eu não teria motivos algum pra ficar triste? Será que eu continuaria sendo a neta favorita dele?
Bom... Eu nunca saberei essas respostas, infelizmente.
Mas eu espero que em outra vida tudo isso aconteça com nós dois juntos novamente.
Pra terminar... O meu dia foi ruim, fiquei apreensiva até meu pai voltar pra casa e isso me resultou fortes dores de barriga e tremores pelo corpo. #BadDay
terça-feira, 11 de agosto de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
Amigos?
Algo sobre a ansiedade que me prejudica é que em minhas crises, eu acabo fazendo mal para as pessoas em minha volta. Nas últimas semanas eu tenho ficado mais sensível do que o normal e nisso choro muito mais, fico irritada até se a pessoa me negar qualquer coisa.
Como eu li em um documentário ''O mal do ansioso é que ele quer tudo no seu tempo, quer que todos sejam iguais a ele.'' e isso é a mais pura verdade. Se meu amigo demora a me responder, eu não desgrudo do meu celular até ele responder, fico com palpitações no coração e quando ele finalmente responde eu fico tão, tão, tão irritada, que acho que ninguém tem ideia do quanto é possível. E só para terem noção a demora dele pra me responder é de 2 a 4 minutos.
Sempre que acontece essas coisas envolvendo outra pessoa, eu tento dormir e parar de pensar naquilo, mas começo a sentir dor de cabeça e dores fortes pelo corpo e o pouco de sono que eu poderia ter some.
E eu tenho amigas que sabem da TAG e mesmo eu estando no meu pior momento, elas me acalmam. É como se elas fizessem toda minha ansiedade sumir. Porém, eu tento me controlar muito perto delas, não quero que pensem que tenham que cuidar de mim sempre. Essa semana, duas delas fizeram uma carta pra mim, como uma pequena história de como me ajudariam, pois sabiam o quão mal eu estava por causa dos efeitos dos remédios que tenho tomado.
Me segurei tanto para parecer forte naquele momento e de certa forma eu consegui, pelo menos não chorei na frente de toda a sala.
Só quero fazer um ''pedido'' para as pessoas com amigos nessa situação. Sei que ele vai te irritar, sei que ele vai parecer sensível boa parte do tempo ao ponto de querer xingá-lo, mas tente ver da forma dele. Tente ajuda-lo e ser bem compreensivo, isso não é ''frescura'' nossa, quem dera ser apenas frescura.
Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada e social, e meus amigos ainda continuam comigo, me ajudando a todos esses momentos difíceis.
Nada é fácil na vida.
Como eu li em um documentário ''O mal do ansioso é que ele quer tudo no seu tempo, quer que todos sejam iguais a ele.'' e isso é a mais pura verdade. Se meu amigo demora a me responder, eu não desgrudo do meu celular até ele responder, fico com palpitações no coração e quando ele finalmente responde eu fico tão, tão, tão irritada, que acho que ninguém tem ideia do quanto é possível. E só para terem noção a demora dele pra me responder é de 2 a 4 minutos.
Sempre que acontece essas coisas envolvendo outra pessoa, eu tento dormir e parar de pensar naquilo, mas começo a sentir dor de cabeça e dores fortes pelo corpo e o pouco de sono que eu poderia ter some.
E eu tenho amigas que sabem da TAG e mesmo eu estando no meu pior momento, elas me acalmam. É como se elas fizessem toda minha ansiedade sumir. Porém, eu tento me controlar muito perto delas, não quero que pensem que tenham que cuidar de mim sempre. Essa semana, duas delas fizeram uma carta pra mim, como uma pequena história de como me ajudariam, pois sabiam o quão mal eu estava por causa dos efeitos dos remédios que tenho tomado.
Me segurei tanto para parecer forte naquele momento e de certa forma eu consegui, pelo menos não chorei na frente de toda a sala.
Só quero fazer um ''pedido'' para as pessoas com amigos nessa situação. Sei que ele vai te irritar, sei que ele vai parecer sensível boa parte do tempo ao ponto de querer xingá-lo, mas tente ver da forma dele. Tente ajuda-lo e ser bem compreensivo, isso não é ''frescura'' nossa, quem dera ser apenas frescura.
Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada e social, e meus amigos ainda continuam comigo, me ajudando a todos esses momentos difíceis.
Nada é fácil na vida.

Eu tenho TAG.
Bom, a TAG (Transtorno de ansiedade generalizada) é uma doença caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, que apesar de ser uma doença bastante comum, prejudica bastante o cotidiano das pessoas.
A doença surgiu na minha vida quando eu tinha apenas dez anos de idade. Começou com a insônia, eu passava dias e dias sem dormir, e continuava com muita energia. Se dormia era por algumas horas apenas. O segundo sintoma foi a falta de ar, eu passei por uma situação bastante traumatizante pra mim e nesse momento não conseguia mais respirar direito.
Passei a sentir bastante falta de ar e com isso meus pais me levaram para o hospital. Fiz uma bateria de exame e não deu nada. Minha família estranhou muito porque eu ficava roxa quando essas crises aconteciam, então o meu médico sugeriu o psiquiatra.
Demorei muito para ir ao psiquiatra, porque eu tinha vergonha. Achava que era coisa de maluco e meus pais não me forçaram, nem nada.
Mas se eu soubesse o que passaria, eu teria ido sem dúvida alguma. Como eu sou uma garota muito sensível, não me importei muito por estar deprimida o tempo todo. Mas qualquer coisa me irritava ou me deprimia. Eu passava todo o tempo chorando, não querendo comer e ficando sempre sozinha, não deixando as pessoas se aproximarem.
E com o tempo tudo foi aparecendo, insônia, falta de ar, tremores, depressão e mil coisas.
Dai, meus pais me obrigaram a ir para o psiquiatra e quando ele disse que eu tinha TAG, achei que estava ficando maluca. Eu lembro até hoje como foi minha reação e foi bem vergonhosa.
Só para terem noção eu só iniciei meu tratamento esse ano, então foi longos anos sofrendo com a TAG.
Comecei meu tratamento faz três semanas e minha psicologa disse que seria bom pra mim criar um blog e falar sobre a doença, na verdade, falar sobre minha vida. Desabafar.
Então é isso, vou começar a postar todo dia como estou, como anda o tratamento e tudo mais relacionado a doença e a minha vida.
A doença surgiu na minha vida quando eu tinha apenas dez anos de idade. Começou com a insônia, eu passava dias e dias sem dormir, e continuava com muita energia. Se dormia era por algumas horas apenas. O segundo sintoma foi a falta de ar, eu passei por uma situação bastante traumatizante pra mim e nesse momento não conseguia mais respirar direito.
Passei a sentir bastante falta de ar e com isso meus pais me levaram para o hospital. Fiz uma bateria de exame e não deu nada. Minha família estranhou muito porque eu ficava roxa quando essas crises aconteciam, então o meu médico sugeriu o psiquiatra.
Demorei muito para ir ao psiquiatra, porque eu tinha vergonha. Achava que era coisa de maluco e meus pais não me forçaram, nem nada.
Mas se eu soubesse o que passaria, eu teria ido sem dúvida alguma. Como eu sou uma garota muito sensível, não me importei muito por estar deprimida o tempo todo. Mas qualquer coisa me irritava ou me deprimia. Eu passava todo o tempo chorando, não querendo comer e ficando sempre sozinha, não deixando as pessoas se aproximarem.
E com o tempo tudo foi aparecendo, insônia, falta de ar, tremores, depressão e mil coisas.
Dai, meus pais me obrigaram a ir para o psiquiatra e quando ele disse que eu tinha TAG, achei que estava ficando maluca. Eu lembro até hoje como foi minha reação e foi bem vergonhosa.
Só para terem noção eu só iniciei meu tratamento esse ano, então foi longos anos sofrendo com a TAG.
Comecei meu tratamento faz três semanas e minha psicologa disse que seria bom pra mim criar um blog e falar sobre a doença, na verdade, falar sobre minha vida. Desabafar.
Então é isso, vou começar a postar todo dia como estou, como anda o tratamento e tudo mais relacionado a doença e a minha vida.

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